CAMUS
Albert Camus é conhecido como o filósofo do absurdo. Ele defendia que a vida não tem sentido pré-dado, mas que o ser humano deve enfrentar essa condição com lucidez, liberdade e revolta criativa.
Principais ideias de Albert Camus
O absurdo
Para Camus, o absurdo nasce do choque entre a busca humana por sentido e o silêncio indiferente do universo. Essa ideia aparece em O Mito de Sísifo (1942), onde compara a vida ao esforço inútil de Sísifo empurrando a pedra eternamente.
Revolta como resposta
Diante do absurdo, Camus rejeita tanto o suicídio quanto a fuga religiosa. A saída é a revolta, isto é, viver plenamente, criando sentido através da ação e da liberdade.
Solidariedade e ética
Em A Peste (1947), mostra que, mesmo em um mundo sem sentido, os homens podem encontrar dignidade na solidariedade e na luta contra o sofrimento coletivo.
Rejeição ao niilismo total
Embora reconheça o vazio existencial, Camus não defende o desespero. Para ele, a consciência do absurdo deve levar à valorização da vida e da experiência humana.
Política e justiça
Camus criticava regimes totalitários e ideologias que sacrificam o indivíduo em nome de abstrações. Defendia uma ética prática, voltada para a liberdade e a responsabilidade pessoal.
Relevância atual
Questões existenciais: Sua filosofia é referência em debates sobre sentido da vida e saúde mental.
Política e sociedade: A crítica ao totalitarismo e a defesa da dignidade individual continuam atuais.
Arte e literatura: Camus inspira escritores e artistas que exploram o absurdo e a condição humana.
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