A GRAFIA DE "STORYS" NO ALEMÃO
A CRISE DA NARRAÇÃO (DIE KRISE DER NARRATION)
Autor original: Byung-Chul Han
Tipo de literatura: Ensaio Filosófico
Corrente/Filosofia: Filosofia Contemporânea / Crítica Social
Ao analisar a obra de Byung-Chul Han, deparamo-nos com uma curiosidade linguística que revela muito sobre a adaptação da língua alemã aos estrangeirismos contemporâneos. Um ponto que frequentemente gera dúvidas nos leitores brasileiros é a grafia do termo Storys. Diferente do inglês, onde o plural de story é stories, o alemão adota uma convenção própria para empréstimos linguísticos.
O idioma alemão costuma adaptar palavras estrangeiras simplesmente adicionando o sufixo -s para formar o plural, sem alterar a raiz da palavra. Vemos esse fenômeno em termos cotidianos como Auto (Autos) ou Job (Jobs). Portanto, quando Han escreve a expressão "Storys sell", ele está aplicando rigorosamente a gramática alemã a um termo anglófono.
Essa escolha terminológica é onipresente na mídia alemã, especialmente em contextos de marketing, redes sociais e jornalismo cultural. É comum encontrar em publicações de grande circulação expressões como Instagram-Storys ou Die besten Storys des Jahres. Não se trata de um erro ortográfico do autor, mas sim de uma convenção linguística consolidada na Alemanha.
Nas traduções para o português, os tradutores muitas vezes optam por manter a grafia original de Han para preservar o estilo e a procedência do texto. Essa decisão mantém a integridade do ensaio original, evidenciando como a língua alemã processa a influência cultural externa enquanto Han critica, ironicamente, a própria mercantilização dessas narrativas efêmeras.
A manutenção da grafia "Storys" nas traduções de Han não é um deslize, mas um reflexo fiel da ortografia alemã aplicada aos empréstimos do inglês.