A RENDIÇÃO JAPONESA - 1945

A Pinça do Fim: A Manchúria e a Queda do Império

Análise sobre a tese de Tsuyoshi Hasegawa e a historiografia revisionista


A narrativa tradicional sugere que o Japão se rendeu apenas devido às bombas atômicas. Entretanto, historiadores como Tsuyoshi Hasegawa, Gar Alperovitz e Ward Wilson argumentam que o "Choque Soviético" na Manchúria foi o verdadeiro catalisador estratégico. Para esta corrente, as bombas forneceram a saída política, mas a invasão russa removeu a capacidade de resistência.

Data Evento Análise Historiográfica
06/Ago Hiroshima Choque tecnológico; porém, o Japão manteve o foco na mediação russa.
08/Ago URSS Ruptura diplomática. O Japão perde seu último mediador possível.
09/Ago Manchúria Aniquilação do Exército de Kwantung e perda da base industrial.
09/Ago Nagasaki Argumento político para o Imperador intervir e forçar a rendição.
15/Ago Rendição Citação da bomba como justificativa para preservar a honra militar.

Vozes do Revisionismo

Gar Alperovitz defende que as bombas foram "diplomacia atômica" para conter Stalin. Já Ward Wilson nota que o conselho de guerra mal discutiu Hiroshima em 9 de agosto; o pânico real era a invasão soviética, que ameaçava a própria existência da linhagem imperial.

"A entrada soviética na guerra foi o divisor de águas estratégico. Sem a Manchúria, o Japão era uma ilha cercada." — Ward Wilson

Obra: Racing the Enemy: Stalin, Truman, and the Surrender of Japan

Autor Principal: Tsuyoshi Hasegawa

Corrente: Revisionismo Histórico / Nova História Diplomática

Gênero: Literatura de Não-Ficção Histórica

Gemini