CONSTRUTIIVISMO
Construtivismo: O Aluno como Arquiteto do Próprio Saber
O Construtivismo não é um método de ensino, mas uma teoria de aprendizagem que defende que o conhecimento não é transmitido, nem copiado da realidade, mas sim construído pelo sujeito em interação com o meio. Para o construtivista, aprender é um processo ativo de reorganização mental.
A Gênese do Conhecimento: Piaget
Jean Piaget dedicou sua vida a entender como a criança desenvolve o pensamento lógico. Ele percebeu que a inteligência humana evolui através de estruturas biológicas e cognitivas que se tornam cada vez mais complexas. Para Piaget, o aprendizado ocorre através de dois processos fundamentais:
- ● Assimilação: Quando o sujeito interpreta uma nova experiência com base nas estruturas mentais que já possui.
- ● Acomodação: Quando as estruturas mentais se alteram para dar conta de uma novidade que não se encaixa no que já se sabe.
Os Estágios do Desenvolvimento Cognitivo
Uma das maiores contribuições de Piaget foi a divisão do desenvolvimento em fases, o que ajuda educadores a entender o que cobrar em cada idade:
O Erro como Oportunidade
No construtivismo, o erro não é punido, mas sim analisado como um "erro construtivo". Ele revela a lógica que o aluno está usando naquele momento. O papel do professor é criar desequilíbrios cognitivos (desafios) que forcem o aluno a buscar novas soluções e, consequentemente, evoluir seu nível de compreensão.
Construtivismo no Brasil
O Brasil abraçou o construtivismo fortemente a partir dos anos 80, especialmente na alfabetização com as pesquisas de Emília Ferreiro (discípula de Piaget). A ideia de que a criança "pensa sobre a escrita" antes de ser alfabetizada formalmente revolucionou o ensino da língua portuguesa no país.
Para o construtivismo, o objetivo da educação não é repetir o que as gerações passadas fizeram, mas criar indivíduos capazes de fazer coisas novas.