FERRECCIO BUSONI E A MÚSICA ELETRÔNICA
Ferruccio Busoni: O Profeta da Música Eletrônica
| Atributo | Detalhes |
|---|---|
| Autor Original | Ferruccio Dante Michelangelo Benvenuto Busoni |
| Tipo de Literatura | Manifesto Estético / Teoria Musical |
| Corrente Acadêmica | Modernismo / Futurismo Musical |
| Obra de Referência | Entwurf einer neuen Ästhetik der Tonkunst (1907) |
Enquanto muitos compositores de sua época estavam presos às tradições do século XIX, Ferruccio Busoni olhava para o horizonte. Em seu manifesto de 1907, ele declarou que a música ocidental estava limitada por instrumentos "imperfeitos" e pelo sistema de afinação temperada, que dividia a oitava em apenas doze tons.
A Libertação do Som
Busoni acreditava que a música deveria ser "livre" e que a natureza do som era contínua. Ele previu a necessidade de microtons (terços e sextos de tom) e, crucialmente, antecipou que as máquinas seriam a chave para essa evolução. Em seu texto, ele cita com entusiasmo o Telharmonium de Thaddeus Cahill — um dos primeiros instrumentos puramente elétricos — como o caminho para a "verdadeira música".
O Legado para a Música do Futuro
O manifesto de Busoni serviu como faísca para o movimento futurista e, posteriormente, para a música concreta. Ele argumentava que a música é um ar livre, imenso e indomável, e que os instrumentos tradicionais eram como gaiolas que impediam a exploração de novas texturas sonoras. Sua visão preparou o terreno intelectual para que, décadas depois, sintetizadores e computadores pudessem finalmente realizar a "unidade infinita do som" que ele idealizava.
A função do artista é criar leis, não seguir leis já criadas.