PRÁXIS
Práxis: O Equilíbrio entre a Reflexão e a Ação
Na educação, a Práxis é muito mais do que a simples "prática". Ela é a união indissociável entre o pensar e o fazer. Segundo Paulo Freire, se subtrairmos a reflexão da ação, teremos o ativismo cego; se subtrairmos a ação da reflexão, teremos o verbalismo vazio. A práxis é a síntese que permite ao ser humano transformar o mundo conscientemente.
A Anatomia da Práxis
A práxis exige um movimento constante e cíclico. Não se trata de aprender a teoria para depois aplicá-la, mas de aprender na e pela prática informada pela teoria. Este processo se divide em dois pilares fundamentais:
- ● Ação Transformadora: É o compromisso de intervir na realidade para mudar condições de opressão ou desigualdade.
- ● Reflexão Crítica: É o distanciamento da ação para analisá-la, entender seus porquês e planejar os próximos passos.
Os Riscos da Práxis Fragmentada
Quando esses dois elementos se separam, a educação perde seu potencial libertador. Veja a diferença:
A Práxis Docente
Para o professor, a práxis significa que o plano de aula não é um dogma estático. O educador entra em sala, age (ensina/interage), reflete sobre o que aconteceu (o que funcionou? por que os alunos não engajaram?) e volta para a próxima aula com uma nova teoria elaborada a partir daquela experiência. É a Educação Problematizadora em pleno funcionamento.
O Significado Político
A práxis é o que transforma o aluno de um espectador da história em um sujeito da história. Ao entender que sua ação no mundo é capaz de alterá-lo, o indivíduo deixa de aceitar a realidade como algo dado ou imutável (o "fado") e passa a vê-la como um desafio a ser superado.
A práxis é a exigência de que a nossa boca fale o que as nossas mãos fazem, e que as nossas mãos façam o que a nossa cabeça pensa.