PROMPTING E RECASTING

Prompting e Recasting: O Papel do Feedback na Content-Based Theory

Explorando a tensão entre a aquisição natural de Krashen e a necessidade de precisão no ensino baseado em conteúdo.

O Paradoxo de Krashen vs. Prática CBI

Na teoria estrita de Stephen Krashen, o foco é quase exclusivamente no Input. Ele argumentava que a correção de erros (como o recasting) teria pouco efeito na aquisição subconsciente. No entanto, a Content-Based Instruction (CBI) evoluiu para incluir o que chamamos de foco na forma, onde o Prompting e o Recasting tornam-se ferramentas vitais.

Técnica Definição e Aplicação na CBI
Recasting O professor reformula a frase incorreta do aluno de forma correta, sem interromper o fluxo da comunicação (ex: Aluno: "Ele ir ontem." Professor: "Sim, ele foi ontem.").
Prompting Sinalizações que levam o aluno a autocorrigir-se ou a produzir o Output Comprimido, essencial para o refinamento linguístico em contextos acadêmicos.
Frequência Essencial para evitar a "fossilização" de erros em contextos de imersão de conteúdo.

Por que são essenciais na CBI?

Diferente de uma conversa casual, na Content-Based Theory, o aluno precisa dominar o discurso acadêmico. Sem o Recasting e o Prompting, o aluno pode atingir uma "fluência comunicativa" (consegue se fazer entender), mas falhar na "precisão linguística" necessária para o sucesso no conteúdo estudado.

  • Noticing (Percepção): Essas técnicas ajudam o aluno a "notar" a diferença entre sua interlíngua e o alvo correto.
  • Manutenção do Filtro Afetivo: O recasting, por ser sutil, corrige sem elevar a ansiedade do aluno, respeitando o princípio de Krashen.
  • Scaffolding (Andaime): Funcionam como suportes temporários para que o aluno alcance níveis mais complexos de expressão.
"Enquanto o input é o motor, o feedback corretivo sutil é o sistema de navegação que impede o aprendiz de se perder em uma fluência imprecisa."

Gemini

A verdadeira aquisição de linguagem ocorre quando o foco não está na forma, mas na compreensão da mensagem.