linguística gerativa


A linguística gerativa é uma corrente teórica criada por Noam Chomsky nos anos 1950 que busca explicar como a mente humana é capaz de produzir e compreender infinitas frases a partir de um conjunto finito de regras. Ela se baseia na ideia de uma gramática gerativa, ou seja, um sistema formal de regras capaz de gerar todas as sentenças gramaticais de uma língua.


Origem e fundamentos

•  Criador: Noam Chomsky, com a obra Syntactic Structures (1957).
• Contexto: Surge em oposição ao behaviorismo, que via a linguagem como mero condicionamento.
• Objetivo: Descrever a competência linguística — o conhecimento inconsciente que permite aos falantes produzir e entender frases.


Conceitos centrais

• Gramática gerativa: Conjunto de regras formais que gera todas as sentenças possíveis de uma língua.
• Competência vs. desempenho:
• Competência → conhecimento interno da língua.
• Desempenho → uso real da língua em situações concretas.
• Universalidade: A ideia de uma gramática universal, comum a todos os seres humanos, que explica a rapidez com que crianças aprendem línguas.
• Modelos teóricos:
• Transformacional (anos 1960): regras que transformam estruturas básicas em frases complexas.
• Princípios e parâmetros (anos 1980): princípios universais + parâmetros que variam entre línguas.
• Programa minimalista (anos 1990): busca explicar a linguagem com o menor número possível de regras.


Pontos importantes 

Inovação: O gerativismo revolucionou a linguística ao tratar a linguagem como fenômeno cognitivo, não apenas social.
Impacto: Influenciou áreas como psicologia, ciência da computação e inteligência artificial.
Críticas: Alguns linguistas consideram o modelo excessivamente abstrato e distante do uso real da língua.

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