GRUSS VS. CAMUS
O Escárnio do Destino: Gruss e Camus Um encontro entre a crueza poética e o absurdo existencial. O desespero, quando atinge seu ápice, abandona as metáforas bonitas. No poema de Irene Gruss, a dor é apresentada em sua forma mais nua e corrosiva. Abaixo, o texto que serve de ponto de partida para essa reflexão: O escárnio O desespero não tem forma, não é estético. O idioma apodrece. Há um cálculo perfeito de Thanatos e um escárnio do destino. Essa visão de Gruss dialoga com o Mito de Sísifo , de Albert Camus. Enquanto a poeta argentina observa o "apodrecimento do idioma" diante da morte (Thanatos), o filósofo argelino descreve o Absurdo como o divórcio entre o homem e sua vida. Ambos convergem no "escárnio": a percepção de que o destino não se importa com nossos anseios de sentido. Perspectiva Irene Gruss Albert Camus O Desespero Anti-estético e sem forma Consciência do absurdo A Linguagem O idioma apodrece O silêncio do mundo A Reação Constatação do escárnio A revol...