Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Johann Wolfgang von Goethe

LOVE AND REASON

1. Antiquity: love as madness… or ascent In ancient Greece, love already sits in tension with reason. In Symposium , Plato presents two sides of love: one as madness (irrational, destabilizing) another as a path upward—from desire for bodies to contemplation of pure Beauty So here, love is not simply opposed to reason. It begins as disorder, but can become a ladder toward truth. 2. Medieval courtly love: distance and impossibility In medieval Europe , especially in troubadour poetry, love becomes something else: distant often unattainable structured by longing rather than fulfillment Think of Francesco Petrarch and his love for Laura. Here, love is not irrational chaos—it is disciplined suffering. Reason doesn’t disappear; it organizes desire into ritual, poetry, and idealization. But there’s a twist: love intensifies precisely because it cannot be resolved rationally. 3. Early modern philosophy: reason tries to explain love With thinkers like Baruch Spinoza , love becomes something ...

O MAL-ESTAR ROMÂNTICO

O Mal-Estar Romântico: Entre o Ideal e a Vacuidade O conceito de mal-estar romântico — ou Mal du Siècle — não é apenas uma melancolia passageira, mas uma condição existencial profunda que surge do abismo entre o desejo infinito do indivíduo e a finitude da realidade. Originalmente associado ao movimento Romântico do século XIX, esse sentimento evoluiu para uma análise complexa da psique contemporânea. Perspectiva Filosófica e Psicológica Filosoficamente, o mal-estar romântico está ligado à busca por um sentido absoluto em um mundo desencantado. Arthur Schopenhauer , filósofo alemão, descreveu a vida como um pêndulo que oscila entre a dor (quando desejamos algo) e o tédio (quando o alcançamos). Psicologicamente, essa condição manifesta-se como uma insatisfação crônica, onde o objeto do amor é menos importante do que o próprio estado de "sentir falta". Dimensão Manifestação Consequência Literatura Escapismo e Idealização O herói trágico Filosofia Angústia Existencial Vontade ...

FAUST SYMPHONY

Retratos Musicais da Alma e da Redenção COMPOSITOR Franz Liszt (1811–1886) OBRA REFERENCIADA Fausto (Johann Wolfgang von Goethe) TIPO DE LITERATURA Drama Trágico / Poema Sinfônico CORRENTE Romantismo Musical / Estética de Weimar A lenda de Fausto é uma das histórias mais duradouras da cultura ocidental. Em 1854, Franz Liszt criou em A Faust Symphony um "retrato musical" único, capturando a essência dos personagens em vez de apenas recontar a trama. A Jornada de Fausto Inspirada na figura histórica do século XVI, a narrativa foca na desilusão do Dr. Fausto, um estudioso que masterizou o conhecimento humano, mas sente um vazio existencial. Ele faz um pacto com o demônio Mefistófeles , trocando sua alma por um único momento de beleza transcendente. O drama culmina na tragédia de Gretchen , cuja pureza acaba por redimir a alma de Fausto. Arquitetura da Sinfonia Liszt estruturou a obra em três esboços de personagens. O primeiro movimento (Fausto) é uma jornada de angústia intele...