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Mostrando postagens com o rótulo René Descartes

TOMMY PICO

This is one of those lines whose strength comes precisely from its simplicity. In just two sentences, Tommy Pico gathers a tension that has crossed philosophy, psychology, religion, and poetry for centuries: "I am not my body. Get me out of here." The first sentence seems like a metaphysical assertion; the second, a cry. The effect is that one destabilizes the other. Walt Whitman: Not Escaping the Body, but Inhabiting It Whitman would probably respond with the most radical disagreement possible. In Song of Myself , he writes: "I am the poet of the Body and I am the poet of the Soul." And also: "If anything is sacred, the human body is sacred." For Whitman, there is no "true self" trapped inside a body. Body and soul are expressions of the same reality. To say "I am not my body" would be, for him, a way of amputating a part of one's own being. But there is an interesting nuance. Whitman recognizes moments of profound suffering. His r...

RES COGITANS

Descartes and the Thinking Thing Few ideas in philosophy have shaped modern consciousness as deeply as René Descartes’s concept of res cogitans — the “thinking thing.” With it, Descartes attempted to answer one of the oldest and most disturbing philosophical questions: How can we know that we truly exist? 1. Radical Doubt Descartes begins from skepticism. He decides to doubt everything that can possibly be doubted. The senses deceive. Dreams imitate reality. Memory fails. Even mathematics, he argues hypothetically, could be manipulated by some powerful deceiver. This process is not merely intellectual playfulness. It is methodological destruction. Descartes strips reality down to the point where certainty appears impossible. And yet, in the middle of universal doubt, he encounters one thing that cannot be denied: the very act of doubting. If he doubts, he thinks. If he thinks, something must exist to perform that thought. Thus emerges the famous formulation: Cogito, ergo sum. “I think...

DEPOIS DE DESCARTES

🧠 O que acontece Descartes cria: o eu como fundamento da verdade A filosofia seguinte é, em grande parte, uma reação a isso. 🔗 1. Empiristas (Locke, Hume) Eles desconfiam do “eu” cartesiano: conhecimento vem da experiência, não da razão pura Hume vai mais longe: o “eu” não é uma substância — é só um fluxo de percepções 👉 o sujeito começa a se dissolver 🧩 2. Kant Tenta salvar a situação: o “eu” não é substância é uma estrutura que organiza a experiência 👉 não conhecemos o mundo “em si”, só como aparece para nós 🧨 3. Nietzsche Aqui começa o “fim” que Cícero sugere: não há verdade absoluta não há fundamento último o “eu” é uma construção 👉 entra o abismo: not existe chão garantido 🌫️ 4. Heidegger Desloca tudo: não começa no “eu”, mas no ser-no-mundo o sujeito isolado de Descartes é um erro 👉 o mundo vem antes do “eu” 🧬 5. Pós-estruturalistas (Foucault, Derrida) Radicalizam: o “eu” é efeito de linguagem, poder, discurso não há centro fixo 👉 o sujeito cartesiano praticamente desa...

PEGUEI UMA CARONA

ANTONIO CICERO E RENÉ DESCARTES Essa frase do Antonio Cícero é curta, mas bastante densa — ela funciona quase como um comentário poético sobre o destino do pensamento cartesiano. Vamos destrinchar com cuidado. 🧠 1. “Peguei uma carona com Descartes…” Aqui ele está dizendo: eu parti do mesmo ponto que Descartes. Ou seja: • a interioridade • o pensamento como fundamento • o gesto de voltar-se para si Ele “entra” no método cartesiano — aceita o ponto de partida: o eu pensante. 🔚 2. “…e levei até onde ele nunca imaginou ir” Aqui está a virada. Cícero sugere que: • Descartes abre um caminho, mas não vai até o fim dele • há consequências do cogito que o próprio Descartes evita 👉 especialmente: Descartes rapidamente “recua” para Deus e reconstrói o mundo. 🌍 3. “—até o mundo, desde o fim.” Essa é a parte mais importante — e mais filosófica. “desde o fim” pode ser lido assim: 📌 leitura 1 — sem Deus, sem garantia Se você leva a dúvida cartesiana até o fim, sem recorrer a Deus: não há gar...

CONEXÕES

RENÉ DESCARTES, Ayn Rand e Byung-Chul Han Agora o contraste — que é onde as coisas ficam interessantes. 🏗️ Descartes × Ayn Rand Você mencionou A Revolta de Atlas — e aquela fala sobre “premissa moral”. 📌 Semelhança superficial: ambos valorizam a razão e ambos rejeitam o irracional. Mas a semelhança para aí. ⚡ Diferença central: • Descartes: começa na dúvida; precisa de Deus para garantir a realidade; o mundo precisa ser provado. • Ayn Rand: começa na certeza da realidade; rejeita qualquer ceticismo radical; realidade é autoevidente. 👉 Para Rand, Descartes comete um erro grave: colocar a consciência antes da realidade. 💥 Sobre “premissa moral” Quando Rearden responde que é “algo que vai te causar problemas”, há ironia ali. Porque uma premissa moral molda todas as suas escolhas; se estiver errada → sua vida entra em conflito. 👉 Em termos cartesianos: Descartes está buscando uma “premissa absoluta” (o cogito). 👉 Em termos randianos: premissas erradas = sofrimento inevitável. ...

MEDITAÇÕES METAFÍSICAS

Meditações Metafísicas A obra de René Descartes é estruturada em seis meditações, quase como um percurso interior. Não é só teoria — é uma experiência de pensamento. Meditação I — A dúvida radical Descartes desmonta tudo: • sentidos enganam • não dá pra distinguir sonho de vigília • até matemática pode ser falsa (gênio maligno) 👉 Resultado: colapso total da certeza. Mas isso é proposital: ele está limpando o terreno. Meditação II — O Cogito No meio do colapso, algo resiste: • duvidar = pensar • pensar = existir 👉 nasce o “eu” como coisa pensante. Importante: ele ainda não sabe se o mundo existe, só sabe que ele existe enquanto pensa. E surge uma ideia forte: eu sou mais certo para mim do que qualquer coisa externa. Meditação III — Deus entra Descartes pergunta: de onde vem a ideia de perfeição (Deus)? Resposta dele: • um ser imperfeito (eu) não poderia inventar a ideia de algo perfeito • logo, Deus existe 👉 E mais: Deus não é enganador, portanto, aquilo que percebo claramente e ...

RENÉ DESCARTES

René Descartes: O Fundamento da Modernidade 🧠 1. O Projeto de Descartes René Descartes ( Renatus Cartesius ), filósofo e matemático francês pertencente ao Racionalismo , deseja algo muito ambicioso: fundar o conhecimento em bases absolutamente seguras. Ele vive num momento de crise (fim da escolástica medieval + surgimento da ciência moderna), então a pergunta dele é: como posso ter certeza de que sei alguma coisa? 🔍 2. A Dúvida Metódica O método começa com uma decisão radical: duvidar de tudo que possa ser duvidado. Ele questiona: Os sentidos (podem enganar) O mundo externo (posso estar sonhando) Até a matemática (um “gênio maligno” poderia me enganar) Mas essa dúvida não é cética no fim — é um instrumento para encontrar algo indubitável. ⚡ 3. O “Cogito” Da dúvida surge o ponto fixo: “Penso, logo existo” ( Cogito, ergo sum ) . Mesmo que tudo seja falso, o fato de eu duvidar já prova que há pensamento e, portanto, há um eu que pensa. Isso inaugura a filosofia moderna: o sujeito vira ...