CAPACIDADE DE CONSUMO
No capitalismo, reconhecimento muitas vezes passa por capacidade de consumo. Há algumas camadas aí: 1. Do invisível ao “mercado” Quando grupos historicamente marginalizados passam a ter renda e acesso ao consumo, eles deixam de ser apenas “problemas sociais” e passam a ser também segmentos de mercado. Isso muda o olhar de empresas, mídia e instituições. Não por altruísmo, mas por interesse: mulheres como consumidoras autônomas população negra como público com identidade cultural valorizável comunidade LGBTQ+ como nicho (o chamado pink money) 2. Representação mediada pelo consumo Com poder aquisitivo, vem demanda por representação: “quero me ver nas propagandas, nos filmes, nas roupas, nos espaços.” Empresas respondem porque isso vende. E isso tem efeito real: mais presença na mídia normalização estética e social criação de referências positivas Mas há um detalhe importante: essa representação tende a privilegiar versões mais palatáveis ao mercado (menos conflitivas, mais “consumíveis”)...