LACRIMOSA
O Lacrimosa e a Agonia de Mozart
A fronteira musical entre a vida e a morte
A história por trás do Lacrimosa é uma das mais fascinantes e comoventes da música clássica. Em 1791, Mozart foi visitado por um mensageiro anônimo que encomendou uma missa de réquiem. Debilitado fisicamente e sofrendo de depressão, o compositor passou a acreditar que estava, na verdade, escrevendo a missa para o seu próprio funeral.
O Momento da Partida
O Lacrimosa conclui a sequência Dies Irae. Relatos indicam que Mozart chorou copiosamente ao compor este trecho. A lenda conta que ele escreveu apenas os oito primeiros compassos antes de falecer; a música interrompe-se de forma abrupta após as palavras "Judicandus homo reus" (Julgado o homem culpado).
Tradução e Significado
| LATIM | PORTUGUÊS |
|---|---|
| Lacrimosa dies illa | Lacrimoso será aquele dia |
| Qua resurget ex favilla | Em que ressurgirá das cinzas |
| Judicandus homo reus | Para ser julgado, o homem culpado |
| Dona eis requiem. Amen. | Dá-lhes o repouso. Amém. |
O Legado de Süssmayr
Após a morte de Mozart em dezembro de 1791, seu aluno Franz Xaver Süssmayr completou a obra baseando-se em rascunhos e instruções deixadas no leito de morte. A transição entre a escrita de Mozart e a de seu discípulo representa o ponto exato onde a vida do mestre se apagou, tornando-se um dos momentos mais sensíveis da história da arte.